Saúde mental é tema do encontro de Mulheres Negras na Frente

por FLM
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Reunidas na noite de ontem, 08/04, as mulheres da Frente de Luta por Moradia (FLM) receberam alunos do curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) para diálogo sobre saúde mental e sobrecarga feminina.

Com a presença da coordenação e das companheiras do movimento, a atividade iniciou com a tradicional mística da Banda Canto de Luta, cantando as músicas “Nenhuma Mulher Sem Casa”, autoria da banda, e “Maria, Maria”, do cantor e compositor Milton Nascimento.

Os estudantes adentraram o assunto realizando uma dinâmica para identificar o que causa sofrimento e alegria às pessoas. As participantes citaram vários exemplos, que foram colocados no papel kraft. Em seguida, expressaram suas opiniõesreferente à vivência e como todas essas questões estão ligadas ao adoecimento mental.

Após o debate, as cinco propostas do movimento, expressas no boletim nº 19 da FLM, foram reapresentadas. São as ações concretas para superar as mazelas provocadas pelo sistema capitalista.

São elas: “Implantar centenas de projetos habitacionais do NENHUMA MULHER SEM CASA. Priorizando mulheres negras, mães solo, mulheres com suas famílias;
Engajamo-nos na luta pela REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO. Diminuir as horas de trabalho: nos serviços domésticos, no comércio e na indústria em geral;
Implantar a TARIFA ZERO em todo território nacional e de imediato na cidade de São Paulo;
Promover o acesso das pessoas em situação de vulnerabilidade social (que foram abandonadas pelo sistema capitalista) aos diversos programas de PREVIDÊNCIA SOCIAL;
Criar os CONSELHOS DE MULHERES eleitos pela sociedade civil (semelhante ao Conselho Tutelar) para fortalecer, proteger e auxiliar as mulheres vítimas de violência a se libertar das agressões. Um conselho proativo que interfira nas denúncias ou notícias de violência contra as mulheres”.

Com a experiência de mais de 25 anos na organização de trabalhadores e trabalhadoras sem-teto, a FLM enfatiza a importância da luta coletiva e defende que nenhuma mulher/família continue pagando aluguel. Por que “se paga o aluguel não come, se come não paga o aluguel”.

Orientada nesta linha, convocamos todas as pessoas a se organizarem na luta por justiça e direitos. Nenhuma mulher sem casa. Nenhuma família vivendo nas ruas.

Quem não luta, tá morto!

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